O lúpus é uma doença crônica que precisa de uma atenção redobrada dos pacientes, uma vez que ainda não tem cura e afeta a qualidade de vida. Sabia que uma parte fundamental do tratamento é evitar a exposição ao sol?
Também conhecida como Lúpus Eritematoso Sistêmico ( LES), a doença é inflamatória, autoimune e crônica, podendo atingir uma série de órgãos e tecidos. Por ser de origem autoimune, não é algo a ser contraído ou que possa ser transmitido. O próprio sistema imunológico do paciente “ataca” os tecidos saudáveis sem alguma causa específica. Porém, acredita-se que pode estar associado ao uso de determinados medicamentos e a predisposição genética.
A doença é encontrada principalmente de duas formas. O Lúpus Discoide é aquele que atinge a pele dos pacientes, sendo caracterizado por lesões avermelhadas, principalmente na região do rosto e do couro cabeludo. Esse tipo pode acabar evoluindo para a forma sistêmica da doença.
Já o Lúpus Sistêmico é o mais comum, no qual a inflação acontece em todo o organismo do paciente, indo além da pele em órgãos como rins, coração, pulmão, cérebro e articulações.
Como diagnosticar e tratar lúpus

Os pacientes costumam apresentar alguns sintomas mais gerais que podem despertar a suspeita, entre eles: fadiga, febre, dor nas articulações, rigidez muscular e inchaços, dificuldade para respirar, queda de cabelo, feridas na boca, mal estar, ansiedade e lesões ou vermelhidões na pele que pioram com a exposição solar.
Existem também alguns sintomas mais específicos que variam conforme o órgão afetado, podendo ser: tosse com sangue, arritmia, dores abdominais com náuseas e vômito, cefaleia, alterações de personalidade, convulsões, problemas de visão e coloração irregular da pele.
Para dar um diagnóstico completo, é feita uma bateria de exames baseados nesses sintomas. É o caso de um exame físico, exames de anticorpos, hemograma, radiografias, biópsias e exame de urina.
Uma vez diagnosticada a doença, os pacientes devem começar um tratamento paliativo, para controle dos sintomas e melhoria da qualidade de vida. O tratamento costuma envolver o uso de anti-inflamatórios, corticoides e hidroxicloroquina, dependendo dos níveis em que a doença se encontra e dos órgãos afetados. Também faz parte do tratamento evitar a exposição ao sol.
Por que pacientes com lúpus precisam evitar a exposição ao sol?

Os pacientes com a doença podem apresentar sensibilidade aos raios ultravioletas solares, o que contribui para o surgimento de novas lesões na pele e mais crises de atividades do lúpus. E não apenas na pele, já que a exposição solar acaba por desencadear reações que afetam também os órgãos internos atingidos pela doença, como os rins, cérebro e articulações. Isso acaba levando a crises de lúpus, que são aliviadas por meio de medicamentos à base de corticoides.
É importante ressaltar que os corticoides devem ser utilizados de maneira moderada, para evitar novos problemas no organismo, Por isso, é fundamental ter cuidados preventivos desde sempre. E quando a exposição solar for inevitável, é recomendável a utilização de bloqueadores solares em todo o corpo, incluindo pescoço, tronco, braços e pernas.
A indicação é passar no mínimo fator 30 com 15 minutos de antecedência e ir reaplicado periodicamente, a cada duas ou três horas. Também é sugerido o uso de óculos escuros, chapéus e roupas leves sempre que possível, sendo importante a proteção mesmo nos dias nublados.
Lúpus é uma doença bastante séria e precisa ser tratada com cautela por profissionais especializados, os quais você encontra aqui na Centra Infusão. Entre em contato conosco para saber mais!

