A artrite reumatoide (AR) é uma doença autoimune que acomete principalmente as articulações, mas também pode afetar outras áreas do organismo, como olhos, vasos sanguíneos e pulmões. Como é possível ter uma vida normal tendo essa doença, separamos algumas informações para tirar suas dúvidas a respeito dela.
Essa inflamação ocasiona dor, inchaço e rigidez das articulações. A AR ocorre quando o sistema imunológico, que é responsável pela defesa contra os microrganismos invasores, começa a atacar os próprios tecidos do organismo. Além de não possuir cura, o seu agravamento pode acarretar deformidades ósseas.
Atualmente, a enfermidade atinge 1 em cada 100 pessoas, geralmente com idade entre 35 e 65 anos, sendo 3 vezes mais comum entre mulheres. Trata-se de uma doença crônica, sistêmica e progressiva. A AR pode ser facilmente controlada, inclusive ao ponto de fazer com que os sintomas desapareçam totalmente.
Fatores de risco da artrite reumatoide
A ciência ainda não consegue identificar se existe um agente inteiramente responsável pela artrite reumatoide. No entanto, existem alguns fatores de risco relacionados:
- Ambiental: o tabagismo (atual ou prévio) pode facilitar o surgimento da doença.
- Genética: embora não seja algo determinante, a frequência da doença é três vezes maior em parentes de primeiro grau de pessoas que tenham artrite reumatoide. Além disso, gêmeos idênticos possuem 15% de chances de obter a AR.
- Hormônios: o hormônio feminino, sobretudo o estrógeno, está atrelado ao surgimento de doenças autoimunes, incluindo a AR. Por isso, mulheres acabam se tornando mais suscetíveis à doença.
- Infecções virais e/ou bacterianas: há evidências de que a bactéria Porphyromonas Gingivalis, que causa a gengivite, possui um papel importante no desenvolvimento da doença.
Conheça os sintomas da artrite reumatoide
Os sintomas podem variar de pessoa para pessoa, mas, na maioria dos casos, a artrite reumatoide começa a se manifestar a partir dos seguintes sintomas e sinais:
- Dor nas pequenas articulações das mãos e pés, podendo acometer também joelhos, ombros e punhos;
- Fadiga;
- Sensação de travamento das articulações, como se elas ficassem mais rígidas, o que costuma ocorrer pela manhã (rigidez matinal) durante cerca de 30 minutos, melhorando ao longo do dia;
- Febre baixa ou apenas sensação febril;
- Inchaço e calor nas juntas.
Se você observa em si essas características, então a melhor solução é procurar um reumatologista, especialista indicado para o tratamento da AR. Vale salientar que quanto mais cedo a doença for diagnosticada e tratada, menores são as chances de desenvolver deformidades físicas.
É possível reduzir os sintomas da AR e viver uma vida normal?
Sim! Dá para conviver em paz com a AR e a ciência se assegura disso. Além do tratamento medicamentoso, veja outras dicas que podem te ajudar a aliviar os sintomas e evitar a evolução da AR:
- Evite o consumo exagerado de carboidratos, bem como alimentos processados e ricos em sódio;
- Evite fumar;
- Faça exercícios físicos que fortaleçam a musculatura para que os músculos protejam as articulações. Pode ser que você esteja evitando fazer exercícios por causa da dor, mas isso só vai piorar o quadro e aumentar as chances de enrijecimento das articulações. Portanto, mantenha-se ativo;
- Faça fisioterapia para manter a função da articulação.

A prevenção e o diagnóstico precoce são estratégias fundamentais para impedir a evolução da doença! Mas, se as dores ficarem muito intensas, busque profissionais especializados no assunto, como é o caso dos médicos da Centra Infusão. Clique aqui para agendar sua consulta e saber mais.

