As imunodeficiências congênitas afetam uma parcela muito pequena da população, mas estima-se que a maioria das pessoas que têm essa doença não sabe ou não foi diagnosticada corretamente. Como é relativamente rara, poucas pessoas sabem identificar os sintomas da doença.
Há mais de 300 tipos de imunodeficiências primárias (IDP), como também são chamadas. Separamos tudo o que você precisa saber sobre imunodeficiências congênitas. Acompanhe abaixo.
Causas das imunodeficiências congênitas
Essa enfermidade pode ser identificada até antes do nascimento, por estar relacionada ao genes. É considerada congênita justamente por isso, não sendo adquirida. Trata-se de uma condição que debilita o sistema imunológico, trazendo sérias complicações para a saúde.
Essa condição é uma herança genética, portanto, isso vai acompanhar o paciente por toda a sua vida. Apesar de precisar viver com algumas limitações, os pacientes conseguem ter mais qualidade de vida por meio do tratamento adequado.
Sintomas das imunodeficiências congênitas
Elas podem surgir em qualquer faixa etária. Boa parte das pessoas que possuem essa condição apresentam infecções rotineiras, como sinusites, otites e pneumonias. Logo, pode levar anos até a identificação precisa. Por conta disso, o diagnóstico depende de um alto grau de avaliação do médico responsável.
Esta doença pode ser assintomática ou apresentar alguns sintomas. Segundo o Grupo Brasileiro para Imunodeficiência (BRAGID), existem 10 sinais aos quais você deve ficar atento para identificar se pode ter uma imunodeficiência congênita. São eles:
- Duas ou mais pneumonias no último ano;
- Oito ou mais novas otites (infecção no ouvido) no último ano;
- Estomatites (infecções na boca) de repetição ou monilíase (sapinho) por mais de dois meses;
- Abscessos de repetição ou ectima;
- Um episódio de infecção sistêmica grave (meningite, osteoartrite, septicemia);
- Infecções intestinais de repetição ou diarreia crônica;
- Asma grave, doença do colágeno ou doença autoimune;
- Efeito adverso ao BCG (vacina contra a tuberculose) e/ou infecção por micobactéria;
- Características clínicas que sugerem síndrome associada a imunodeficiência;
- Histórico familiar de imunodeficiência.
Como infecções constantes podem indicar uma série de outras doenças, nem sempre é simples fazer o diagnóstico. Portanto, a melhor maneira é consultar um médico para realizar os exames necessários para a verificação, principalmente se você ou seu filho apresentar um ou mais sintomas. Na maioria dos casos, eles aparecem logo após o nascimento. Isso facilita o diagnóstico, permitindo que o paciente inicie o tratamento o quanto antes.
Tratamento de imunodeficiências congênitas

Para tratar as imunodeficiências congênitas e dar mais qualidade de vida aos pacientes, são utilizadas infusões de imunoglobulina. Isto é, um grupo de anticorpos, importantes proteínas que atuam no sistema imunológico. Eles são inexistentes nos portadores de imunodeficiências congênitas.
A infusão deve ser administrada via intravenosa, de forma sequencial, e deve ser dosada de acordo com o peso do paciente. Em casos mais severos, como a imunodeficiência congênita combinada grave, o único tratamento é o transplante de medula.
Quanto antes ocorrer o diagnóstico, maior é a possibilidade de aumentar a qualidade de vida do paciente, assim como sua expectativa de vida. Nos casos graves, a pessoa que tem a doença pode morrer nos primeiros anos de vida se o tratamento correto não for realizado.
Quer saber mais sobre o tratamento de imunodeficiências congênitas? Entre em contato conosco!

